29/08/2015

Resenha: Pequenos Deuses - Terry Pratchett

Título original: Small gods
Gênero: Fantasia
Páginas: 308
Editora: Bertrand
Classificação: 3/5
Comprar: Submarino
O livro Pequenos Deuses, de Terry Pratchett, nos traz uma fantasia envolvendo fé, religião, ética e até mesmo fábula. Apesar de ter um cerne bem interessante, a trama não foi muito bem construída, soando até mesmo monótona e maçante. A escrita de Terry Pratchett é exageradamente detalhada, tornando o enredo um pouco confuso e difícil de absorver.

Brutha é o Escolhido. Seu Deus se manifestou para ele sob a forma corpórea de uma tartaruga. Ele é um homem simples, que não sabe nem ler e nem escrever, porém é ótimo em plantar melões. Também não é um sujeito ambicioso e possui poucos desejos. Um deles é desmascarar uma poderosa e corrupta Igreja e evitar uma terrível Guerra Santa.


Brutha quer que parem de perseguir um filósofo que questionou a doutrina da Igreja e afirmou que Discworld - o mundo em que vivem - viaja pelo vazio sob o casco de uma imensa tartaruga. Acima de tudo, ele quer paz, justiça e amor.

Outro de seus parcos desejos é que a Quisição pare de persegui-lo e confrontá-lo. E claro, ele não quer ser o Escolhido...

"Só porque você consegue explicar não significa que não seja um milagre."

Pequenos Deuses aborda um tema interessante e polêmico, envolvendo fé, dogmas religiosos e acima de tudo, a crença do ser humano. E como a religião é o pano de fundo da trama, o autor entra em diversas questões, como corrupção, lavagem mental e conflito de interesses. Porém, infelizmente, Pratchett não soube desenvolver o enredo como eu gostaria. Apesar de abordar uma temática extremamente ampla e dotada de vertentes, ele encheu linguiça demais, acrescentando tantos detalhes desnecessários a trama que acabaram por torná-la monótona e cansativa. Narrado em terceira pessoa, o livro nos mostra que o poder dos deuses está diretamente relacionado com o tamanho da crença dos seus fiéis, mas não nos revelou isso de uma forma tão clara e objetiva.

Brutha é um homem simples e sem muita instrução, além de ingênuo e justo. Mesmo tendo extrema fé em seu Deus, ele acaba por questionar alguns de Seus desígnios e tem uma visão bem democrática a respeito da vida e da humanidade em geral. O personagem não é muito diferente de algumas pessoas que conhecemos no mundo real e se destaca pela sua pureza, caráter e retidão.

Em síntese, Pequenos Deuses me passou a clara sensação de que o autor tinha um lindo e bruto diamante em suas mãos, mas não soube lapidá-lo da melhor forma, lhe deixando nítidas imperfeições e rudezas. O cerne do enredo é interessante e daria um excelente caldo, mas não foi tão bem desenvolvido quanto eu gostaria. Creio também que o fato da obra não ter sido dividida em capítulos contribuiu para que a trama soasse cansativa e até mesmo insossa em alguns momentos. A capa do livro é emborrachada e muito bonita e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Apesar das minhas ressalvas e da história não ter funcionado tão bem para mim, não deixo de recomendar.

11 comentários:

  1. ai flor, que pena que o livro não foi de encontro às suas expectativas, espero que tenha leituras melhores em breve!
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Nossa, que capa chamativa! Confesso que o enredo já não me chamou muita atenção de primeira, e saber que foi mal desenvolvido desanima ainda mais.

    Beijo

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  3. Oi Nessa, sua linda, tudo bem
    Pelo o que você contou, realmente o enredo era bom, ele tinha uma boa ideia, pena que não conseguiu desenvolver a ponto de prender o leitor.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  4. Oie,
    nossa tema bem polêmico e interessante neh?
    Curti bastante o livro, vou pesquisar mais sobre ele.

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  5. Oi Nessa, adoro livros de fantasia, não conhecia a autora, uma pena que foi um pouco maçante, não leria no momento mas curti a dica!!

    Tem selinho pra vc no Blog...

    Beijos Mila
    http://www.dailyofbooks.blogspot.com.br/2015/08/selinho-blog-fofo.html

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  6. Oiieee Nessa

    Que pena que o autor não conseguiu desenvolver o tema e acabou só enrolando, acredito que nos dias atuais seria um tema interessante, uma fantasia com um toque até que bem real, a personalidade do personagem principal é inclusive semelhante à personalidade de muitos profetas da própria Biblia, essa coisa da pureza, da sinceridade, da justiça e a té a simplicidade, ufff, dava pra ter escrito O Livro, mas uma pena que às vezes o autor se prende à detalhes insignificantes e se perde no contexto geral. Já me passou isso com outros livros e é frustrante

    Beijokas

    naprateleiradealice.blogspot.com.ar

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  7. Oie Nessa =)

    Vi a capa desse livro em alguns blogs, mas a sua é a primeira resenha que leio dele.
    Confesso que a capa sempre me chamou a atenção e a premissa da história é realmente interessante. Pena que o autor pelo visto não conseguir desenvolver tão bem o que tinha em mente.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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  8. Oi, Amiga!
    Eu realmente não pretendo fazer a leitura deste livro. Acredito que não irei gostar assim como você. Parece ser um livro muito maçante mesmo. Sinceramente, passo por enquanto.
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.blogspot.com

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  9. Oi Vanessa!
    Não lembro de já ter lido um livro sem capítulos, mas imagino que seja mais maçante mesmo. Que pena que o autor não soube desenvolver bem o tema que tinha potencial.
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

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  10. Oi nessa,
    É realmente uma pena quando um livro não corresponde todas nossas expectativas.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    leiturakriativa.blogspot.com

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  11. Olá Nessa,

    Essa é a primeira resenha que leio desse livro e estava bem curioso, uma pena não ser o que você esperava, mas ainda pretendo ler....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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