04/08/2016

Resenha: Minta que me Ama - Maria Duffy

Título original: Any dream will do
Gênero: Romance/Chick-lit
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Classificação: 5/5
Comprar: Submarino
O livro Minta que me Ama, romance de estreia da irlandesa Maria Duffy, nos traz um chick-lit divertido e engraçado sobre as facetas que muitas vezes projetamos nos outros, principalmente no mundo virtual. Em meio as quedas e ascensões da vida, acompanhamos uma personagem excêntrica, cômica e de grande coração.

Para muitos, o inverno é uma das estações mais aconchegantes do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo aquilo que permeia sua vida, como seu emprego monótono no banco e a falta de um grande amor acabam sendo delineados com as festas de final de ano. Ao se imaginar passando o Natal com a sua mãe extravagante e com seu novo namorado, Harry - a quem Jenny conhece muito bem - , ela se enche de pavor. Enfim, o que importa é que tudo isso acontece na sua vida real...

Tuiteira de plantão, é na internet que Jenny consegue escapar por algumas horas da vida sem graça que leva. Entre um diálogo e outro, ela achou que seria divertido florear um pouco mais sobre sua jornada e dia-a-dia. Em meio a uma teia de pequenas mentiras, Jenny acaba assumindo uma identidade totalmente diferente da real. Na plataforma virtual, ela faz viagens fabulosas, tem um namorado maravilhoso e sempre está cercada de pessoas interessantes e inteligentes.

Isso até que não seria problema caso Jenny não tivesse tomado algumas taças de vinho e convidado Zahra, Fiona e Kerry, suas amigas virtuais, para visitarem sua casa em Dublin. As três aceitam o convite prontamente e agora irão descobrir a real e desinteressante vida de Jenny. Correndo contra o tempo para criar o cenário perfeito para recepcioná-las, ela descobre que tudo não passou de uma perda de tempo, afinal, suas amigas também não são exatamente do modo como descreveram e diziam,..

Minta que me Ama se mostrou um chick-lit divertido e cômico, além de nos trazer uma mensagem interessante a respeito daquilo que somos e do que deixamos transparecer para as outras pessoas. Escrito de um modo leve e descontraído, o livro encanta por nos trazer cenas hilárias e sobretudo, as diversas aventuras que permeiam as redes sociais. Narrado em primeira pessoa por Jenny, de uma forma gostosa e fluída, acompanhamos uma personagem maluquinha lidando com todos os percalços do dia-a-dia e, acima de tudo, com seu próprio eu e nos deliciamos com suas presepadas e as dos demais personagens da trama.

"É estranho pensar que conheço alguém que na verdade não existe."

Jenny é uma mulher como qualquer outra que sonha em encontrar um grande amor, principalmente agora que se encontra na casa dos trinta anos.  Com um emprego monótono no banco e uma chefe nada simpática apelidada carinhosamente de "cara de tamanco", ela encontra no mundo virtual uma válvula de escape para sua vida atual. Ali, ela idealiza seus sonhos e constrói a imagem que sempre almejou de si mesma, não poupando requintes para isso. Seus tuítes fazem com que logo ela crie um círculo de amizade com Zahra, Fiona e Kerry e, em uma noite, após algumas taças de vinho, Jenny decide convidá-las para passar uns dias em sua casa. Depois que se dá conta do ocorrido, fica em polvorosa com medo de que elas descubram a "Jenny verdadeira" e resolve tenta camuflar a realidade o máximo possível. Porém, nem tudo é como imaginamos e Jenny acaba tendo inúmeras surpresas. Gostei muito da personagem e me diverti bastante com ela e com seu seu jeito despojado de ser. Em alguns momentos, ela me lembrou bastante Bridget Jones e, inclusive, há uma passagem no livro que relata a famosa calcinha da protagonista de Helen Fielding.

"Nos últimos dias, minha vida foi transportada do mundo das coisas triviais para este mundo colorido e louco onde há uma surpresa em cada canto."

Os demais personagens da trama são tão hilários quanto Jenny, especialmente suas três amigas virtuais. Zahra é uma fashionista londrina rodeada de celebridades; Fiona é uma mãe engajada e tem uma família perfeita e Kerry é uma enfermeira apaixonada pela profissão que exerce. Mas, como é de se supor, nada é como o imaginado e muitas surpresas e desastres advém do encontro deste quarteto. A mãe de Jenny é outra personagem hiper engraçada e ri horrores com suas presepadas e aventuras ao longo da história.

Em suma, Minta que me Ama é um livro divertido, cômico e perfeito para curar aquela ressaca literária. O chick-lit de Maria Duffy é hilário, engraçado e nos traz uma mensagem interessante sobre ser ou não ser, com todos os seus sabores e dissabores. A capa é muito fofa e nos traz um clima bem natalino e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

7 comentários:

  1. Oiii Nessa

    Imaginava esse livro como aqueles romances docinhos agua com açúcar e não um chick lit cômico! Gostei de saber que o livro é mais engraçado do que pensava, me anima a ler já que é isso mesmo que estou precisando no momento.

    Beijos

    unbloglitteraire.blogspot.com.ar

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  2. Oi Nessa
    Eu adoro chick-lit e fiquei bem curiosa para ler este, acho que foi primeira resenha que li dele e adorei o enredo. Beijos

    https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br

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  3. ooi!
    não costumo ler muitos do gênero chick-lit porém esse me chamou bastante atenção!
    amei a resenha!, vou procurar lê-lo!
    bjsxxx
    http://lendocomela.blogspot.com.br/

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  4. oi Nessa!
    eu curto demais essa capa e faz tempo que o livro ta na lista de desejados! ainda bem que li sua resenha, afinal eu me apaixono por capas e agora estou apaixonada pelo enredo
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Oi Nessa!

    Juro que olhando a capa eu não diria que era um livro divertido! Bom saber eu adoro um chik-lit e engraçado melhor ainda!!! Acho que vou gostar!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  6. Oi, Nessa!
    Livros pra curar ressaca literária <3 Adorei a resenha e indicação!
    Beijos!
    Borboletas de Papel | Fanpage

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  7. Oie, tudo bom?
    Tema atual, muita gente hoje em dia vive na internet, se relacionado através das redes sociais, ne?
    Gostei da resenha.

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